Alimentação e pele: o que comer para uma pele bonita
Não existe um alimento que transforme a pele de um dia para o outro. Mas o que come, dia após dia, acaba por se ver — e não é preciso complicar.

Na cabine, a conversa vai muitas vezes parar à cozinha. “Será do chocolate?”, perguntam-nos, a olhar para uma borbulha. A resposta honesta é que raramente é um alimento sozinho. A pele reflete um conjunto: o que comemos, como dormimos, o stress, as hormonas, o sol. Mas a alimentação é uma parte que está nas nossas mãos.
Não somos nutricionistas, e não vamos dar-lhe uma dieta. Partilhamos só o que é consensual e o que vemos fazer diferença.
O que costuma ajudar
- Frutas e legumes de várias cores
- Cada cor traz vitaminas e antioxidantes diferentes. Em vez de procurar o “superalimento” da moda, tente pôr no prato três ou quatro cores por dia.
- Peixe
- Sobretudo o peixe gordo, como a sardinha, a cavala ou o salmão, rico em ómega 3. Em Aveiro, com a ria e o mar tão perto, não falta bom peixe para pôr na mesa algumas vezes por semana.
- Gorduras boas
- Azeite, abacate, frutos secos e sementes. A pele precisa de gordura para manter a barreira e o conforto — cortar demasiado nota-se.
- Proteína suficiente
- Peixe, ovos, leguminosas, carne. A pele também é feita de proteína e precisa dela para se renovar.
- Água ao longo do dia
- Beber água é essencial para o corpo, mas não substitui um bom creme. Explicamos melhor em Beber água melhora a pele?
O que vale a pena reduzir
- Açúcar em excesso. Doces, refrigerantes, sumos de pacote. Em algumas pessoas, parece agravar a tendência para borbulhas.
- Ultraprocessados. Bolachas, snacks, refeições prontas. Não precisa de os banir; basta que não sejam a base do dia.
- Álcool. Desidrata, piora a qualidade do sono e, nas peles mais sensíveis, aumenta a vermelhidão.
Reduzir não é proibir. Um prato equilibrado durante a semana deixa espaço para um pastel ou um jantar fora sem culpa.
Paciência: a pele demora a mostrar
A pele renova-se ao longo de semanas. Se mudar a forma como come, não espere ver diferenças em poucos dias. Dê-lhe um ou dois meses e repare no conjunto: o tom, o conforto, a forma como reage. E lembre-se de que a alimentação é só uma peça. Sono, protetor solar e uma rotina diária simples contam tanto ou mais.
Por dentro e por fora
O que come trabalha a pele por dentro; os cuidados de rosto trabalham-na por fora. Num ritual Thalgo, escolhemos o tratamento de acordo com a pele que tem hoje — oleosa, seca, desidratada ou com os primeiros sinais de idade — e saímos com conselhos para a rotina em casa. As duas coisas juntas costumam dar os melhores resultados. Conhecer os rituais de rosto
Este artigo é informativo e não substitui a avaliação de um médico. Se tiver dúvidas sobre a sua saúde, consulte o seu médico de família, um dermatologista ou um podologista.


