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Aveiro

O clima de Aveiro e a sua pele: humidade, vento e maresia

Quem vive em Aveiro sabe que o tempo muda num instante. A pele também sente: a humidade, a nortada e o ar salgado deixam marcas diferentes em cada pele.

Vista da Ria de Aveiro ao fim da tarde, com moliceiros coloridos desfocados e, em primeiro plano, uma mão a segurar um frasco de creme de rosto.

Há uma conversa que se repete na cabine sempre que chega o verão. Uma cliente senta-se, passa a mão pela cara e diz: “Não percebo. Está tanta humidade e eu sinto a pele a repuxar.” Faz todo o sentido. O clima de Aveiro é generoso, mas tem particularidades que a pele nota antes de nós.

O que o clima de Aveiro faz à pele

Humidade alta
O ar húmido dá a sensação de pele confortável, e por isso muitas pessoas deixam de hidratar. Nas peles oleosas, a humidade junta-se ao sebo e o brilho aparece mais cedo. Nas peles secas, o conforto é enganador: a pele continua a precisar de creme.
Nortada
O vento do norte que sopra nas tardes de verão leva a água da superfície da pele. É ele o responsável por aquela sensação de repuxar depois de um dia na Barra ou na Costa Nova, mesmo com humidade no ar.
Maresia
O ar salgado deixa sal na pele e nos lábios. Em pequenas quantidades não faz mal, mas ao fim do dia pode deixar a pele áspera e mais reativa, sobretudo se for sensível.
Sol refletido
A água da ria, as salinas e a areia refletem a luz. Mesmo à sombra de um guarda-sol, ou num passeio junto aos canais, a pele recebe mais sol do que parece.
Invernos suaves, mas húmidos
O frio húmido lá fora e o aquecimento dentro de casa obrigam a pele a adaptar-se todos os dias. É a época em que a sensibilidade e a vermelhidão mais aparecem.

Cada pele reage à sua maneira

  • Oleosa ou mista: brilha mais com a humidade, mas lavar em excesso só piora. Texturas leves e limpeza suave, duas vezes por dia. Escrevemos mais sobre isto em pele oleosa num clima húmido.
  • Seca: sente o vento e o frio antes de todas as outras. Precisa de cremes mais ricos e de proteger os lábios.
  • Sensível: reage ao vento, ao sal e às mudanças bruscas de temperatura. Menos produtos, fórmulas simples e sem perfume.
  • Desidratada: pode acontecer a qualquer tipo de pele, até à oleosa. Repuxa, perde luminosidade e marca as linhas finas. Falta-lhe água, não gordura.

Uma rotina para cada estação em Aveiro

  • Primavera: boa altura para retomar uma esfoliação suave, uma vez por semana, e trocar o creme de inverno por uma textura mais leve, se a pele pedir.
  • Verão: protetor solar todos os dias e reaplicado na praia, um hidratante leve e um sérum hidratante para os dias de nortada. Ao chegar a casa, limpe o rosto para tirar o sal e o protetor.
  • Outono: é a estação de reparar o que o verão deixou. A pele costuma estar mais baça e desidratada, e um ritual de rosto nesta altura faz muita diferença.
  • Inverno: creme mais nutritivo à noite, bálsamo nos lábios e cuidado com a água muito quente no duche. O protetor solar continua, mesmo com o céu nublado.

Quando um ritual de rosto ajuda

A rotina de casa mantém. Um tratamento de cabine vai mais fundo e ajuda a pele a recuperar quando o clima pesa mais. Na Protea, no centro de Aveiro, escolhemos o ritual Thalgo pela pele que tem naquele momento:

  • Pele desidratada, a repuxar depois do verão ou da nortada — Source Marine, para devolver água e conforto.
  • Pele seca ou sensível, que reage ao vento e ao frio — Cold Cream Marine, para nutrir e acalmar.

E se não sabe bem que pele tem, não faz mal. Na primeira visita olhamos para ela consigo e explicamos o que faz sentido em casa. Para começar, pode ler sobre a diferença entre pele seca e pele desidratada.

Quem escreve

Cláudia Cardeira é esteticista há mais de dez anos e fundou a Protea em Aveiro em 2020. Escreve aqui o que explica todos os dias na cabine.

Este artigo é informativo e não substitui a avaliação de um médico. Se tiver dúvidas sobre a sua saúde, consulte o seu médico de família, um dermatologista ou um podologista.

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